terça-feira, junho 2, 2026
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Polícia do RJ realiza operação contra comércio clandestino de canetas emagrecedoras

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na segunda-feira (1º), operação contra a venda clandestina de medicamentos para emagrecimento anunciados como “canetas emagrecedoras” em redes sociais.

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços em Ramos, na zona norte, e em Vargem Pequena, na zona sudoeste da cidade. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) a partir de informações de inteligência sobre ofertas feitas por meio de aplicativos de mensagens.

Foi identificado o responsável pelos anúncios e reunidas provas de que a venda ocorria de forma estruturada e contínua. Um homem foi preso. Foram apreendidos medicamentos, um computador, registros comerciais e outros documentos que podem ajudar a localizar a origem dos produtos e mapear a rede de distribuição.

As apreensões apontaram para a oferta de substâncias de alto custo, como tirzepatida e retatrutida, que exigem prescrição médica e acompanhamento. Os anúncios investigados apresentavam disponibilidade imediata, divulgação de preços e manutenção de estoque, características de atividade comercial regular.

Os materiais recolhidos incluem embalagens, aparelhos eletrônicos e documentos que serão usados para aprofundar as apurações, rastrear fornecedores e verificar a eventual participação de outros envolvidos na cadeia ilegal.

Em paralelo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. A norma integrará um plano de ação com medidas regulatórias e de fiscalização.

O texto em discussão pretende estabelecer regras específicas para importação, qualificação de fornecedores, ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).

A popularização desses produtos — com princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida — ampliou o mercado ilegal. Atualmente, esses medicamentos só podem ser adquiridos mediante receita médica retida. Diante dos riscos à saúde pública, a Anvisa tem adotado medidas para coibir o comércio irregular, inclusive de versões manipuladas sem autorização.

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