**Mercados reagem a resultado eleitoral com queda do dólar e recorde da Bolsa**
O mercado financeiro brasileiro teve forte valorização nesta segunda-feira (5), após a definição do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar caiu para perto de R$ 5, e o Ibovespa ultrapassou pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos.
A reação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) avançar ao segundo turno na liderança, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova votação está marcada para 25 de outubro.
O dólar à vista fechou em queda de 4,12%, vendido a R$ 5,0022. Foi o menor valor de encerramento desde 21 de maio, quando a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,0004.
Durante o pregão, a divisa chegou a ser negociada a R$ 4,95 por volta das 10h30. Na sexta-feira (2), antes da divulgação do resultado eleitoral, o dólar havia subido quase 1% e encerrado a R$ 5,2175.
Com o desempenho do dia, a moeda americana passou a acumular baixa de 8,87% em 2023.
Na Bolsa, o Ibovespa avançou 7,85% e terminou a sessão aos 207.190,44 pontos, renovando o recorde de fechamento. Na máxima do dia, o índice atingiu 209.605,70 pontos. A mínima foi de 192.137,63 pontos.
O volume financeiro negociado somava R$ 97,58 bilhões antes dos ajustes finais. Na sessão anterior, na sexta-feira, o índice já havia registrado alta de 2,63%, fechando aos 192.137,63 pontos.
Em Nova York, o ETF EWZ, fundo negociado em bolsa que acompanha ações brasileiras, avançava 12,57% no fim da tarde.
O movimento foi associado à redução da percepção de risco em relação aos ativos brasileiros, o que favoreceu o real, impulsionou as ações e pressionou as taxas futuras de juros.
Apesar do desempenho positivo dos ativos nacionais, o petróleo encerrou o dia em queda. O Brent, referência internacional, recuou 1,89%, a US$ 100,32 o barril. O WTI, referência dos Estados Unidos, caiu 1,84%, para US$ 89,43.
No cenário externo, as bolsas asiáticas iniciaram a semana em alta, influenciadas pela expectativa de menor aperto monetário nos Estados Unidos. Na Europa, os mercados tiveram desempenho misto, enquanto os índices de Nova York indicavam queda na pré-abertura.



