segunda-feira, setembro 28, 2026

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Pesquisa revela que brasileiros superestimam o próprio estado de saúde

**Pesquisa aponta excesso de peso e sedentarismo entre principais riscos à saúde no Brasil**

Seis em cada dez brasileiros consideram a própria saúde ótima ou boa, mas 63% estão acima do peso e 42% não praticam atividade física. Os dados fazem parte da pesquisa *A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos*, realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados.

O levantamento também identificou que 26% dos entrevistados têm obesidade, conforme os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Excesso de peso e inatividade física estão entre os fatores associados ao aumento do risco de diferentes tipos de câncer.

Mesmo entre as pessoas que afirmam se exercitar, a frequência média é de 2,4 dias por semana. A prática regular de atividade física contribui para o controle do peso e está relacionada à redução do risco de tumores, incluindo os de intestino e mama.

Na alimentação, 66% dos participantes disseram consumir alimentos frescos — como frutas, verduras, legumes, ovos e carnes — em seis ou mais dias da semana. Já refrigerantes e outras bebidas açucaradas, ultraprocessados, doces e frituras aparecem, em média, em cerca de dois dias da semana.

O custo dos alimentos foi apontado como a principal dificuldade para uma alimentação equilibrada por 29% dos entrevistados. Outros 21% citaram a falta de tempo e o cansaço da rotina.

Entre quem recebe até um salário mínimo, 40% relataram dificuldades para manter uma dieta saudável. Nas faixas de renda acima de cinco salários mínimos, esse índice cai para 10%, enquanto a falta de tempo passa a ser o principal obstáculo, mencionada por 39% desse grupo.

Em relação ao álcool, 58% dos brasileiros afirmaram não consumir bebidas alcoólicas. Outros 30% relataram beber de um a dois dias por semana, e 5% disseram ingerir álcool entre cinco e sete dias na semana.

A OMS classifica o álcool como cancerígeno. Seu consumo está associado a tumores de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama. O risco se torna maior quando há combinação com o tabagismo.

A pesquisa também indicou que 64% das pessoas que consomem álcool de cinco a sete dias por semana avaliam a própria saúde como ótima ou boa. Entre os que não bebem, esse percentual é de 58%.

O estudo entrevistou presencialmente 2.015 pessoas com 16 anos ou mais nas 27 unidades da Federação.

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