O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) da Prefeitura de Dourados divulgou balanço das ações coordenadas para enfrentar a epidemia de chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença na zona urbana. A força-tarefa reúne agentes municipais, estaduais e federais e mantém atividades diárias, inclusive aos fins de semana.
Segundo o COE, todas as pessoas que buscaram atendimento foram assistidas nas unidades básicas de saúde (UBS), na UPA 24h, no Hospital da Vida e nas demais unidades da rede de apoio. Ainda de acordo com o órgão, nenhum paciente deixou de ser internado por falta de vagas.
No sábado, 11 de abril, equipes do Centro de Controle de Zoonoses percorreram bairros como Comunidade Vitória, Jockey Clube e Assentamento Santa Felicidade. Nesses locais foram vistoriados imóveis, realizados tratamentos químicos em depósitos e aplicado inseticida com máquina Leco em 98 quarteirões do Jardim Ouro Verde, Residencial Esplanada e imediações.
Agentes de combate às endemias também instalaram Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) enviadas pelo Ministério da Saúde em diversos bairros, entre eles Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada e Comunidade Vitória.
Na segunda-feira, 13 de abril, as ações concentraram-se em um amplo conjunto de bairros: Água Boa, Izidro Pedroso, Vista Alegre, Terra Roxa, Jequitibás, Guaicurus, Vila Vieira, Campo Dourado, Santa Maria, Parque das Nações II, Canaã IV, Vila São Braz, Jardim Maipú, Canaã I, Jardim Maracanã, Ouro Verde, Monte Líbano, Piratininga, Centro VII, Vila Delfus, Vila Planalto, Vila Progresso, Portal, Centro IV, Jardim Girassol, Vila Aurora, Jardim Tropical, BNH III Plano, Altos da Monte Alegre, Vila Maxwell, Jardim Universitário, Jardim Primavera, Vila Popular, Estrela Porã, Jardim Flórida 1 e 2, Cuiabazinho, Altos do Indaiá, Vila Amaral, Vila Hilda, Panambi Verá e imediações.
Nesse dia, 76 agentes vistoriaram 1.554 imóveis, dos quais 80 estavam fechados. Foram identificados 13 focos do Aedes aegypti e emitidas 23 notificações para imóveis com potencial de proliferação. Também foram tratados 37 depósitos com larvicida. O Centro de Controle de Zoonoses aplicou larvicida com máquina Leco em 148 quarteirões do Jardim Pelicano, Jardim Santa Maria, Jardim Colibri, Vival dos Ipês, Vila Arapongas, Altos do Indaiá e regiões próximas.
Aldeias indígenas
Entre 8 e 13 de abril, as equipes de controle vetorial na Reserva Indígena trabalharam em 1.343 imóveis, com média de 10,4 moradias vistoriadas por dupla. Foram realizados bloqueios de transmissão com UBV Costal em duas escolas, em uma UBSI e em duas igrejas, além de 48 aplicações de larvicida em residências. Tratamentos por Aerosystem foram aplicados em quatro escolas da reserva.
No dia 13, com apoio de militares da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e da Defesa Civil, as equipes visitaram 323 moradias na Aldeia Bororó, onde 53 estavam fechadas. Foram recolhidos 67 sacos de materiais inservíveis. Também houve bloqueios com UBV Costal na Escola Indígena Araporã, na UBS Bororó 2, em duas igrejas e em 28 residências. A aplicação de larvicida com Aerosystem contabilizou 186 aplicações na Escola Indígena Araporã e 39 na UBSI Bororó 2.
Atendimento clínico nas aldeias
No domingo, 12 de abril, equipes de saúde atuaram no interior da Reserva Indígena. Na Aldeia Bororó foram realizados 31 atendimentos, sendo 30 com sintomas compatíveis com chikungunya. Houve uma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), outra para o Hospital Universitário (HU/UFGD) e 11 coletas para investigação laboratorial.
Também no domingo, na Aldeia Jaguapiru foram feitos 13 atendimentos por suspeita de chikungunya, com uma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança e nove coletas para exames. A Defesa Civil realizou busca ativa em pontos remotos da aldeia, socorrendo e encaminhando um paciente para atendimento médico.



