quarta-feira, abril 15, 2026
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Dourados registra sétima morte por chikungunya, confirma COE e alerta a população

Vítima era paciente de 77 anos, do sexo masculino, indígena, que apresentou os primeiros sintomas em 10/02/2026, foi a óbito em 14/03/2026, e tinha diagnóstico de câncer; confirmação ocorreu após investigação da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Laboratório Central (Lacen) do Governo do Estado

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) de Dourados confirmou, nesta terça-feira (14), a sétima morte associada a complicações de chikungunya e reforçou o apelo por mobilização da população no combate ao mosquito Aedes aegypti.

A vítima tinha 77 anos, era indígena e apresentava comorbidade (câncer). O paciente foi atendido no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá). Segundo o boletim, os primeiros sintomas surgiram em 10/02/2026 e o óbito ocorreu em 14/03/2026.

Trata-se da sétima morte registrada entre moradores da Reserva Indígena de Dourados, local onde concentra o maior volume de diagnósticos. Na reserva foram apontados 2.012 casos prováveis, 1.461 casos confirmados, 479 descartados, 545 em investigação, totalizando 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares.

Na sexta-feira passada (10) o COE já havia confirmado a sexta morte por chikungunya. A vítima era um homem de 55 anos, internado no Hospital da Missão Caiuá em 1º de abril e falecido em 3 de abril por complicações da doença.

O COE informou ainda que outras três mortes seguem em investigação. Entre elas está uma menina de 10 anos, internada no Hospital Regional de Dourados e que não era moradora da reserva. Também está em apuração o falecimento de um homem de 63 anos, que estava internado no Hospital Unimed e residia no Parque das Nações II, área apontada como de maior avanço da doença.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta terça indica que Dourados registra 40 pacientes internados com chikungunya, distribuídos da seguinte forma: 2 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá); 21 no Hospital Universitário (HU-UFGD); 5 no Hospital Cassems; 8 no Hospital Regional; 1 no Hospital Unimed; 1 no Hospital da Vida; e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie.

No município, os números gerais apontam 3.681 casos prováveis de chikungunya, com 1.701 confirmados, 780 descartados e 2.760 em investigação. A taxa de positividade informada é de 68,6%.

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