Apesar da redução no número de tiroteios, a sensação de insegurança permaneceu no Grande Rio em março. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, as ocorrências de disparos caíram 13% na comparação com março do ano anterior: foram 148 registros em 2026 contra 170 em 2025.
No entanto, o total de pessoas baleadas subiu 6%, alcançando 139 vítimas no mês. Destas, 72 morreram e 67 ficaram feridas.
O levantamento aponta que as operações policiais tiveram papel central nesse cenário. Mais da metade (51%) dos tiroteios registrados em março ocorreu durante ações das forças de segurança. Pelo menos oito pessoas foram atingidas por balas perdidas, e metade desses casos ocorreu em operações policiais.
Os feridos em assaltos também aumentaram: o número dobrou, passando de oito vítimas em março de 2025 para 16 em 2026. A zona sudoeste da cidade do Rio concentrou a maioria desses incidentes, com seis vítimas. O leste metropolitano e a zona norte registraram quatro baleados cada. A Baixada Fluminense teve dois casos e a zona sul, um.
Na análise por município, a cidade do Rio respondeu por 63% dos tiroteios na região metropolitana, totalizando 93 registros. Entre os bairros com mais ocorrências estão Taquara (zona oeste), Fonseca (Niterói) e Cascadura (zona norte).
Dados do Instituto de Segurança Pública apontam queda na letalidade violenta em 2026: redução de 11% em relação a 2025. As mortes por intervenção de agentes do Estado tiveram retração de 16% no período analisado.



