segunda-feira, setembro 21, 2026

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Produção industrial volta a crescer 0,2% em julho após dois meses de queda

**Produção industrial avança 0,2% em julho, após dois meses de retração**

A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% entre junho e julho de 2026, encerrando uma sequência de dois meses de queda. No acumulado do ano, o setor registra expansão de 1,1%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses é positivo em 0,6%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da recuperação mensal, a indústria apresentou recuo de 0,5% na comparação com julho de 2025. A média móvel trimestral, indicador que acompanha a tendência recente da atividade, caiu 0,8%.

No acumulado de 12 meses, a alta de 0,6% ficou abaixo do avanço de 0,7% registrado até junho, indicando desaceleração no ritmo de crescimento.

Ao longo de 2026, a produção industrial teve altas em janeiro (2,1%), fevereiro (1%), março (0,1%) e abril (1,2%). Em maio, houve queda de 1%, seguida de recuo de 1,6% em junho. Julho marcou retomada, com crescimento de 0,2%.

Com o resultado, a indústria está 2,1% acima do nível observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. Ainda assim, permanece 15% abaixo do maior patamar da série histórica, registrado em maio de 2001.

Entre as grandes categorias econômicas, três tiveram crescimento em julho. A produção de bens de consumo duráveis subiu 3,2%, enquanto os bens de capital avançaram 2,4%. O segmento de bens de consumo semi e não duráveis cresceu 0,5%. Já os bens intermediários recuaram 0,2%.

Das 25 atividades industriais pesquisadas, 13 registraram aumento de produção no período. Os principais avanços foram observados em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com alta de 12,2%; outros equipamentos de transporte, com 11,2%; e produtos do fumo, que cresceram 11,1%.

Também tiveram desempenho positivo os setores de confecção de vestuário e acessórios, com expansão de 2,6%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 2,3%; coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 1,1%; e produtos alimentícios, com 1%.

A indústria extrativa exerceu a principal pressão negativa sobre o resultado mensal, ao recuar 1%. Também apresentaram quedas os segmentos de impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9%), metalurgia (-1,4%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%) e produtos químicos (-0,8%).

O índice de difusão apontou crescimento em 69,6% dos 789 produtos acompanhados pela pesquisa entre junho e julho. O percentual foi o segundo maior do ano, abaixo apenas do registrado em março, quando 80,6% dos itens tiveram desempenho positivo.

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