segunda-feira, setembro 21, 2026

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FGV estima queda de 0,4% na economia entre junho e julho

**Monitor da FGV aponta queda de 0,4% da economia brasileira em julho**

A atividade econômica brasileira caiu 0,4% em julho, na comparação com junho, segundo o Monitor do PIB, levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quinta-feira (17).

Foi o segundo resultado mensal negativo consecutivo. Em junho, a estimativa havia apontado retração de 1%.

O estudo acompanha o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de dados dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária. Os números têm ajuste sazonal, que reduz influências de calendário e períodos específicos na comparação entre os meses.

Na comparação com julho de 2025, a economia apresentou crescimento de 1,3%. No acumulado de 12 meses até julho, a alta estimada foi de 1,8%, abaixo dos 2,2% registrados no acumulado até junho.

O levantamento indica perda de ritmo nas principais atividades econômicas, com recuo da agropecuária e estabilidade nos setores industrial e de serviços. Entre os fatores que afetam o cenário estão tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras, alta do petróleo associada à guerra no Oriente Médio, juros elevados e endividamento das famílias.

O consumo das famílias, responsável por mais de 60% do PIB, avançou 0,4% no trimestre móvel encerrado em julho. Trata-se da menor taxa desde o trimestre concluído em outubro de 2025, quando o crescimento havia sido de 0,2%.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador dos investimentos em máquinas, equipamentos e outros ativos produtivos, cresceu 1,4% no trimestre móvel até julho. Foi a quarta expansão consecutiva.

Em valores correntes, o PIB acumulado no ano até julho é estimado pela FGV em R$ 7,853 trilhões.

Outro indicador de atividade, o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central na quarta-feira (16), apontou queda de 0,2% em julho frente a junho. A projeção do BC é de expansão de 1,5% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No dia 1º, o órgão informou variação de 0,5% no segundo trimestre e alta de 1,9% em 12 meses. Os dados do terceiro trimestre serão divulgados em 2 de dezembro.

Para 2026, a previsão do mercado financeiro consultado pelo Banco Central no relatório Focus é de crescimento de 1,89% para a economia brasileira.

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