**Vegetação secundária representa um quarto da Mata Atlântica, aponta MapBiomas**
A vegetação secundária, formada em áreas da Mata Atlântica que já haviam sido desmatadas anteriormente, corresponde atualmente a 25% da cobertura do bioma. Os dados são do MapBiomas e acompanham as mudanças na região desde 1985.
Esse tipo de vegetação foi o mais atingido pela supressão nos últimos anos: 60% da área perdida de cobertura vegetal nativa no período analisado era composta por vegetação em regeneração.
Apesar das perdas, a retirada de vegetação nativa na Mata Atlântica apresenta tendência de redução ao longo da série histórica. A conversão de áreas naturais para atividades agropecuárias permanece como o principal fator associado ao desmatamento no bioma.
A agropecuária ocupa hoje uma área cerca de duas vezes maior que a vegetação nativa remanescente da Mata Atlântica. Entre as culturas que ampliaram presença no território estão a soja, a cana-de-açúcar e o café. Parte da expansão agrícola ocorreu sobre áreas antes usadas como pastagens.
A urbanização também avançou sobre o bioma. Entre 1985 e 2025, a extensão das áreas urbanizadas mais que dobrou, ampliando a pressão sobre uma região marcada pela ocupação histórica e pela fragmentação florestal.
A Mata Atlântica se distribui principalmente pela faixa litorânea brasileira, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Atualmente, o bioma mantém pouco mais de 12% de sua cobertura florestal original.



