sábado, maio 30, 2026
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PF e CGU investigam descontos não autorizados em pensões do INSS

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal. A ação mira um esquema nacional de descontos associativos não autorizados sobre aposentadorias e pensões.

Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico. Também foram executadas outras medidas constritivas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações apuram crimes contra a administração pública, entre eles a constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Em março, a PF e a CGU realizaram a Operação Indébito, desdobramento da Sem Desconto, com ações no Ceará e no Distrito Federal. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares.

Contexto

A Operação Sem Desconto foi deflagrada originalmente em abril de 2025. As apurações identificaram descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sobretudo aposentadorias e pensões.

A investigação estima que entidades envolvidas tenham descontado cerca de R$ 6,3 bilhões de beneficiários entre 2019 e 2024. Na fase inicial, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Na primeira etapa conjunta, cerca de 700 policiais federais e 80 auditores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, realizaram ordens de sequestro de bens que superaram R$ 1 bilhão e cumpriram seis mandados de prisão temporária em diferentes estados e no Distrito Federal.

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