A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Terra Arrasada para investigar suspeitas de fraudes em licitações envolvendo a venda de máquinas pesadas de terraplenagem a municípios do Rio Grande do Sul.
O esquema sob apuração teria movimentado mais de R$ 400 milhões. As empresas investigadas são suspeitas de manipular processos licitatórios, cobrar valores acima dos praticados no mercado, lavar dinheiro e pagar vantagens indevidas a agentes públicos.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, além de Jacareí, em São Paulo.
Durante a ação, os policiais apreenderam oito veículos de luxo, celulares e documentos. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 14 milhões em imóveis e veículos ligados aos investigados.
Três empresas tiveram o direito de participar de novas licitações e de firmar contratos com órgãos públicos suspenso nas esferas federal, estadual e municipal.
De acordo com a investigação, entre 2017 e 2026, as companhias firmaram contratos para o fornecimento de 724 máquinas, em negócios que superaram R$ 406 milhões. Cerca de 40% dos contratos foram financiados com recursos federais.
A PF apura se empresas controladas pelo mesmo grupo eram usadas para criar uma falsa concorrência em licitações, com combinação de propostas e elevação artificial dos preços.



