sábado, julho 11, 2026
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O papel das escolas na prevenção e enfrentamento da violência contra meninas

O Colégio Cruzeiro, tradicional instituição de ensino do Rio de Janeiro, registrou boletim de ocorrência após a circulação, em uma plataforma online, de uma lista de cunho sexual que mencionava alunas adolescentes. O conteúdo expôs e constrangeu as estudantes e provocou investigação policial.

A apuração está sob responsabilidade da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), que informou estar realizando diligências para esclarecer os fatos.

Em comunicado oficial, a escola informou que acionou as autoridades assim que tomou conhecimento do caso, solicitou a remoção do conteúdo — medida que já foi atendida — e acionou as famílias. A instituição também afirmou ter iniciado atendimento às alunas afetadas e ressaltou que prioriza o bem-estar e a segurança dos estudantes.

O Colégio Cruzeiro tem cerca de 3 mil alunos e afirma oferecer regularmente ações de conscientização sobre conduta ética e responsabilidade digital, com a realização de palestras e campanhas envolvendo profissionais como psicólogos, juristas e especialistas em tecnologia. A escola tem 164 anos de existência e disse que adotará medidas pedagógicas pertinentes ao caso.

No plano legal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece a obrigação de identificar situações de vulneração, acolher vítimas e notificar o conselho tutelar e a rede de proteção. O ECA também prevê que adolescentes podem ser sujeitos de atos infracionais, com encaminhamentos previstos pela legislação.

Entre as práticas adotadas por escolas e redes de proteção em casos semelhantes estão a priorização do acolhimento às vítimas, a escuta cuidadosa para evitar revitimização, a comunicação às famílias e a articulação com órgãos de proteção; para os possíveis autores, frequentemente são propostas intervenções pedagógicas individuais e medidas de caráter restaurador.

Projetos e materiais educacionais voltados para igualdade de gênero, diversidade sexual e educação integral em sexualidade já foram desenvolvidos por órgãos e instituições do setor educacional, como parte das estratégias para prevenção de violências no ambiente escolar.

A investigação da DCAV prossegue, e as providências legais e administrativas dependem dos desdobramentos do inquérito.

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