sábado, novembro 7, 2026

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Nova descoberta reforça expectativas da Petrobras na Foz do Amazonas

# Petrobras registra segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, na Foz do Amazonas

A Petrobras identificou uma segunda ocorrência de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. O resultado reforça as expectativas sobre o potencial exploratório da região, situada na costa do Amapá.

O poço 1-BRSA-1405-APS está em área de águas ultraprofundas, sob lâmina d’água de 2.886 metros e a cerca de 175 quilômetros do litoral amapaense. A primeira descoberta no local havia sido anunciada em agosto deste ano.

Estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, aponta que a Bacia da Foz do Amazonas pode concentrar até 10 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis. A medida reúne volumes de petróleo e gás natural.

A Petrobras apresentou uma amostra do óleo obtido no poço durante coletiva de imprensa. Segundo a companhia, o material tem baixa viscosidade. Dados como o grau API — indicador de densidade e leveza do petróleo — permanecem sob sigilo regulatório. Óleos mais leves, em geral, possuem maior valor para o mercado de refino.

## Próximas etapas

A autorização para a perfuração na região foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro de 2025.

Os testes e procedimentos operacionais no poço Morpho devem seguir até o fim de outubro. Depois, a sonda deverá ser retirada da área e transferida para o Rio Grande do Norte, onde está prevista a perfuração do prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro.

No bloco FZA-M-59, a Petrobras prevê uma nova mobilização de sonda no primeiro trimestre de 2027. O plano inclui a perfuração de três poços de delimitação para medir o tamanho das jazidas e avaliar a viabilidade comercial da produção.

## Licença é contestada na Justiça

Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal voltou a pedir a suspensão da licença ambiental da Petrobras para a atividade exploratória na Bacia da Foz do Amazonas.

A ação foi apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e solicita a interrupção das perfurações e dos testes no bloco FZA-M-59.

O MPF citou, entre os elementos da ação, o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante a operação de uma sonda em janeiro deste ano. O órgão também apontou a ausência de consulta prévia a povos indígenas e a comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará.

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