quarta-feira, julho 8, 2026
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Medicamentos têm variação de preços superior a 2.400% entre farmácias de São Paulo

Uma pesquisa do Procon-SP divulgada nesta terça-feira (7) aponta que o mesmo medicamento genérico pode variar até 2.433,59% no preço entre estabelecimentos da cidade de São Paulo.

O levantamento traz exemplos de discrepância: uma cartela com 30 comprimidos de 5 mg para disfunção erétil foi encontrada por R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte e por R$ 3,87 em um estabelecimento da zona sul. Outra medicação de referência para hipotireoidismo, em embalagem com 30 comprimidos de 25 microgramas, apresentou preços entre R$ 10,73 e R$ 41,43, conforme a farmácia.

De forma geral, o estudo indica que os genéricos costumam ser mais baratos que os medicamentos de referência. Em média, o preço de um genérico foi 63,05% inferior ao do medicamento de marca, o que pode representar economia relevante para o consumidor.

Diante das variações encontradas, o Procon-SP recomenda pesquisa de preços antes da compra. O órgão também orienta a verificação de programas públicos federais, estaduais ou municipais que possam oferecer o remédio gratuitamente ou com desconto.

Além disso, a análise sugere checar se há abatimentos por meio de planos ou seguros de saúde, bem como ofertas promocionais e programas de fidelidade de laboratórios e redes de farmácias.

O relatório também ressalta a necessidade de confirmar o registro do medicamento junto ao Ministério da Saúde e de conferir se o número do lote, a data de fabricação e o prazo de validade informados na embalagem coincidem com os dados da cartela. A avaliação com um médico sobre a substituição por genéricos é apontada como procedimento adequado.

Metodologia: a pesquisa foi realizada em 19 e 20 de maio, com coleta presencial em dez farmácias e drogarias na cidade de São Paulo, em outros dez municípios do estado e, de forma online, em dez sites de grandes redes. Foram comparados preços de mais de 70 medicamentos, entre genéricos e de referência, incluindo antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos e remédios para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle do colesterol.

O relatório completo está disponível no site do Procon-SP.

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