terça-feira, novembro 3, 2026

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Evento destaca tecnologias para ampliar a produtividade da mandioca

# Dia de Campo apresenta cultivares e tecnologias para a mandiocultura em MS

O Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Cepaer) apresentou o clone IAC 265-97 durante o Dia de Campo da Mandioca, realizado na quinta-feira (29), em Campo Grande. Desenvolvido em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o material está em fase experimental e poderá se tornar uma nova cultivar de mandioca de mesa para os agricultores de Mato Grosso do Sul.

Antes de ser disponibilizado comercialmente, o clone ainda precisa passar por testes comparativos durante pelo menos três anos. As avaliações buscam verificar produtividade, qualidade das raízes e adaptação às condições de cultivo. A previsão é concluir essa etapa até o fim deste ano ou no início de 2027, seguida dos procedimentos de registro.

Atualmente, o Cepaer acompanha 14 cultivares de mandioca em experimentos de campo. Cinco delas apresentaram bom desempenho de cultivo e adaptação ao solo e ao clima sul-mato-grossense e foram mostradas aos participantes do evento.

Entre os materiais apresentados está a BRS 429, desenvolvida pela Embrapa. A cultivar tem sido avaliada como uma alternativa para diversificar os plantios e melhorar os resultados produtivos. Agricultores também já iniciaram experiências de cultivo com ramas da variedade em propriedades do Estado.

O encontro reuniu cerca de 200 agricultores familiares, técnicos, pesquisadores e estudantes de municípios como Sidrolândia, Miranda, Figueirão, Bandeirantes, Dourados, Ribas do Rio Pardo, Rochedo, Jaraguari, Itaporã, Glória de Dourados, Terenos, Campo Grande, Paraíso das Águas, Nova Alvorada do Sul, Dois Irmãos do Buriti e São Gabriel do Oeste.

A programação foi organizada em quatro estações tecnológicas. Os participantes receberam informações sobre variedades de mandioca de mesa, mecanização das atividades no campo, uso de drones no controle de pragas e manejo de plantas daninhas.

As atividades também abordaram o enfrentamento da mosca-branca, uma das principais pragas da cultura, além de medidas de defesa sanitária vegetal, como o cadastramento de produtores e a prevenção de doenças. Entre as preocupações está a vassoura-de-bruxa da mandioca, já registrada em outras regiões do país.

O Dia de Campo foi promovido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agraer e da Semadesc, em parceria com o Senar.

A produção de mandioca tem peso relevante na economia estadual. Dados do IBGE indicam que Mato Grosso do Sul colheu 1.507.693 toneladas da raiz em 2025, em uma área de 62.546 hectares. O valor da produção chegou a R$ 871,588 milhões, com rendimento médio de 24 toneladas por hectare.

O Estado possuía 12.329 estabelecimentos produtores de mandioca, conforme dados de 2017. Itaquiraí lidera a produção estadual, enquanto Sidrolândia se destaca pela concentração de agricultores familiares e agroindústrias voltadas ao beneficiamento da raiz.

Em Sidrolândia, agroindústrias têm agregado valor ao produto com a comercialização de mandioca descascada. No Assentamento Flórida, a agroindústria Divino Sabor cultiva a raiz em meio hectare e fornece produtos para supermercados e programas públicos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

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