sábado, outubro 24, 2026

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Dólar encerra a semana abaixo de R$ 5 após queda de 1,58%

**Dólar recua abaixo de R$ 5 e Ibovespa avança antes do segundo turno**

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (23) abaixo de R$ 5, enquanto o Ibovespa registrou alta no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).

A moeda americana caiu 0,92%, cotada a R$ 4,993. Durante a sessão, chegou a ser negociada a R$ 4,989, menor valor desde 9 de outubro. No acumulado da semana, o dólar recuou 1,58% frente ao real.

O movimento ocorreu em meio ao ajuste de posições dos investidores antes da definição eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O real teve o melhor desempenho entre as principais moedas globais, apesar da alta do dólar no exterior. O índice DXY, que acompanha a força da divisa americana ante outras moedas fortes, avançava 0,19%, aos 101,799 pontos, no fim da tarde.

Na Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa subiu 0,47% e terminou aos 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado alcançou R$ 30,7 bilhões.

Mesmo com o avanço do dia, o principal índice da B3 acumulou baixa de 0,17% na semana. Em outubro, a valorização é de 10,06%, enquanto, no acumulado de 2026, o ganho chega a 27,28%.

A valorização das ações de empresas ligadas ao petróleo e à mineração contribuiu para o desempenho positivo da bolsa, acompanhando a elevação das cotações de petróleo e minério de ferro no mercado internacional.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte alta, pressionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelos riscos de interrupções na oferta global.

O barril do Brent para dezembro subiu 3,13%, a US$ 116,72, maior nível desde abril. Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 3,82%, para US$ 103,27 por barril.

Na semana, os contratos de dezembro do Brent acumularam alta de 6,24%, enquanto o WTI teve valorização de 4,29%.

O mercado reagiu a preocupações relacionadas a possíveis novos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além do aumento das tensões entre os houthis e a Arábia Saudita. Nos Estados Unidos, medidas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo foram autorizadas para reduzir riscos de desabastecimento de combustíveis e compensar eventuais perdas de estoques.

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