segunda-feira, outubro 26, 2026

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Durigan confirma manutenção da previsão de superávit no Orçamento de 2027

**Governo mantém previsão de superávit primário no Orçamento de 2027**

O governo federal mantém a previsão de superávit primário no Orçamento de 2027, mesmo após anunciar novas medidas com impacto nas contas públicas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as iniciativas foram planejadas dentro das regras do arcabouço fiscal vigente.

Entre as ações divulgadas pelo Executivo estão o reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, medidas voltadas à redução dos preços dos combustíveis, a terceira fase do programa Desenrola e iniciativas relacionadas às apostas esportivas. Também foi apresentada uma proposta de emenda à Constituição para criar tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados.

De acordo com a Fazenda, as medidas foram definidas a partir da identificação de espaço no Orçamento e da reorganização de prioridades, sem mudança nas regras fiscais. O ministério calcula que a situação fiscal do país melhorou em R$ 200 bilhões desde 2023.

Para viabilizar parte das novas despesas, o Ministério do Planejamento e Orçamento pretende enviar ao Congresso uma proposta de alteração no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027. A medida prevê o remanejamento de aproximadamente R$ 20 bilhões, sem elevar o limite total de gastos.

O restante do impacto deverá ser absorvido por uma revisão nas projeções de despesas obrigatórias. A estratégia busca incluir as iniciativas anunciadas sem ampliar o teto previsto no arcabouço fiscal.

No caso dos combustíveis, o governo considera que a guerra no Oriente Médio elevou os preços internacionais do petróleo e pode aumentar a arrecadação com royalties e tributos. A expectativa é usar parte dessa receita adicional para reduzir os custos do diesel e da gasolina.

O reajuste do Bolsa Família, por sua vez, foi anunciado após a identificação de margem fiscal para acomodar o aumento das despesas, segundo o Ministério da Fazenda.

### Desenrola 3.0

A nova etapa do Desenrola prevê a renegociação de dívidas de famílias e empresas para facilitar a regularização financeira e o retorno ao mercado de crédito.

Nas duas primeiras edições do programa, os credores venderam débitos com desconto médio de 95% sobre o valor original. Na terceira fase, o governo deverá adquirir parte dessas dívidas com abatimento mínimo de 90%, percentual que poderá aumentar conforme os resultados dos leilões.

O governo avalia que o endividamento de famílias e pequenos empreendedores se agravou durante a pandemia. A Fazenda diferencia o modelo de renegociação de um eventual congelamento generalizado de débitos, que interromperia pagamentos e afetaria o fluxo financeiro dos credores. Segundo estimativa citada pelo ministério, esse impacto poderia alcançar R$ 3 trilhões.

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