segunda-feira, outubro 26, 2026

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Quedas levam mais de 330 mil crianças à internação no Brasil em uma década

# Quedas levaram quase 15 mil crianças à internação no primeiro semestre de 2026

Quase 15 mil crianças com menos de 10 anos foram internadas no Brasil no primeiro semestre de 2026 após acidentes por queda. Entre 2016 e 2025, o total de hospitalizações nessa faixa etária chegou a 330 mil, média anual de 33 mil casos.

Os dados foram levantados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).

No período de dez anos analisado, crianças de 5 a 9 anos concentraram a maior parte dos atendimentos hospitalares: foram 193,8 mil internações. Na faixa de 1 a 4 anos, houve 110,1 mil registros. Já entre bebês com menos de 1 ano, foram contabilizados 26,7 mil casos, incluindo 3,7 mil quedas de leitos.

São Paulo registrou o maior número de internações por quedas entre crianças menores de 10 anos entre 2016 e 2025, com 71,7 mil notificações. Minas Gerais aparece em seguida, com 33,4 mil casos, e a Bahia ocupa a terceira posição, com 27,2 mil.

Também apresentaram números elevados Paraná, com 25,7 mil internações; Ceará, com 20,3 mil; Santa Catarina, com 16,9 mil; Rio Grande do Sul, com 16,6 mil; Rio de Janeiro, com 14,3 mil; e Pará, com 14,2 mil.

A SBP recomenda que famílias e responsáveis avaliem previamente os riscos nos espaços frequentados pelas crianças e adotem medidas de segurança de acordo com a idade e o desenvolvimento de cada uma.

Para bebês de até 1 ano, a recomendação é não deixá-los sozinhos em camas, sofás, trocadores, cadeiras ou outros locais elevados. O ambiente no chão, desde que protegido, é apontado como mais seguro para as brincadeiras. Em escadas, quem carrega o bebê deve usar o corrimão e evitar superfícies molhadas ou escorregadias.

Na faixa de 1 a 4 anos, os cuidados incluem a instalação de telas em janelas, sacadas e outras aberturas, além de manter móveis afastados desses pontos. Brinquedos como triciclos, patinetes e skates devem ser adequados ao peso e à idade da criança, utilizados com proteção e em locais afastados do trânsito. Beliches exigem supervisão de adultos.

Entre os 5 e 9 anos, a orientação é acompanhar atividades em parques, árvores, muros, lajes e outros locais com risco de queda. Bicicletas, patinetes e skates devem ser usados com capacete e equipamentos como joelheiras, cotoveleiras e tornozeleiras. A entidade também alerta para a necessidade de evitar celulares e telas durante deslocamentos e brincadeiras, especialmente próximos a ruas e avenidas.

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