# Petrobras registra segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, na Foz do Amazonas
A Petrobras identificou uma segunda ocorrência de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. O resultado reforça as expectativas sobre o potencial exploratório da região, situada na costa do Amapá.
O poço 1-BRSA-1405-APS está em área de águas ultraprofundas, sob lâmina d’água de 2.886 metros e a cerca de 175 quilômetros do litoral amapaense. A primeira descoberta no local havia sido anunciada em agosto deste ano.
Estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, aponta que a Bacia da Foz do Amazonas pode concentrar até 10 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis. A medida reúne volumes de petróleo e gás natural.
A Petrobras apresentou uma amostra do óleo obtido no poço durante coletiva de imprensa. Segundo a companhia, o material tem baixa viscosidade. Dados como o grau API — indicador de densidade e leveza do petróleo — permanecem sob sigilo regulatório. Óleos mais leves, em geral, possuem maior valor para o mercado de refino.
## Próximas etapas
A autorização para a perfuração na região foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro de 2025.
Os testes e procedimentos operacionais no poço Morpho devem seguir até o fim de outubro. Depois, a sonda deverá ser retirada da área e transferida para o Rio Grande do Norte, onde está prevista a perfuração do prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro.
No bloco FZA-M-59, a Petrobras prevê uma nova mobilização de sonda no primeiro trimestre de 2027. O plano inclui a perfuração de três poços de delimitação para medir o tamanho das jazidas e avaliar a viabilidade comercial da produção.
## Licença é contestada na Justiça
Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal voltou a pedir a suspensão da licença ambiental da Petrobras para a atividade exploratória na Bacia da Foz do Amazonas.
A ação foi apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e solicita a interrupção das perfurações e dos testes no bloco FZA-M-59.
O MPF citou, entre os elementos da ação, o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante a operação de uma sonda em janeiro deste ano. O órgão também apontou a ausência de consulta prévia a povos indígenas e a comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará.



