segunda-feira, julho 13, 2026
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Afogamentos estão entre as principais causas de morte infantil

Afogamentos estão entre as principais causas de morte infantil no Brasil, alerta a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), que lança neste mês uma campanha nacional de prevenção. Em média, quatro crianças morrem por dia no país vítimas desse tipo de acidente.

Dados da Sobrasa indicam que, entre crianças de 1 a 4 anos, o afogamento é a segunda causa de óbito mais comum. Entre 5 e 9 anos aparece em terceiro lugar. Para a faixa de 10 a 24 anos, ocupa a quarta posição.

A organização aponta que metade dos afogamentos envolvendo crianças ocorre no ambiente doméstico, em locais como piscinas, vasos sanitários, máquinas de lavar, banheiras, caixas d’água e reservatórios. Em nível nacional, uma pessoa morre afogada a cada 90 minutos. São registrados cerca de 5.742 casos por ano, sendo que dois terços dos acidentes acontecem em rios, lagos e represas. Quatro em cada dez vítimas têm menos de 29 anos.

Entre as medidas apontadas para reduzir os casos estão supervisão constante por um adulto, instalação de barreiras de proteção em piscinas, isolamento de reservatórios de água e educação sobre segurança aquática desde a infância. A Sobrasa estima que até 95% desses acidentes poderiam ser evitados por meio de informação e prevenção.

A campanha pelo Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, em 25 de julho, envolverá 10 mil voluntários da Sobrasa em todo o país. Também participarão instituições públicas e privadas, universidades, clubes, corporações de bombeiros e guarda-vidas.

Duas ações principais fazem parte da iniciativa: o projeto Celebrando sua Cidade — com palestras, cursos e treinamentos sobre segurança aquática em vários estados — e o movimento Go Blue (Vista-se de Azul), que incentiva a iluminação em azul de monumentos e prédios públicos. Já confirmaram participação pontos como o Cristo Redentor (Rio de Janeiro), o Estádio Mané Garrincha (Brasília) e a Arena Castelão (Ceará).

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