domingo, julho 12, 2026
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Universidade de Brasília recebe encontro nacional de pesquisadores negros

Entre 28 e 31 de julho, o campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) recebe o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) (Copene).

O evento deve reunir milhares de participantes, incluindo intelectuais, acadêmicos e pesquisadores negros do Brasil e de outros países da América Latina, configurando-se como o maior encontro dessa natureza no país.

A programação inclui minicursos, oficinas, painéis, mesas-redondas e o lançamento de dezenas de livros ao longo dos quatro dias.

A organização é responsabilidade do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (NEAB/UnB), da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e do Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEABS).

A UnB foi uma das primeiras universidades federais a adotar um programa de acesso por cotas raciais, iniciado em 2003. Desde a promulgação da Lei nº 12.711/2012, todas as 69 universidades federais do país passaram a contar com políticas de reserva de vagas por raça.

As políticas afirmativas contribuíram para o aumento do acesso de pessoas negras ao ensino superior nas últimas décadas. Dados do Censo Populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, entre 2000 e 2022, a proporção de pessoas pardas com curso superior subiu de 2,4% para 12,3%, enquanto a de pessoas pretas passou de 2,1% para 11,7%.

Apesar do avanço, esses percentuais permanecem abaixo do observado entre pessoas brancas, cuja taxa de conclusão de ensino superior é de 25,3%.

No âmbito da pesquisa, o peso de doutores negros na coordenação de grupos certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aumentou de 8,1% para 22,6% no mesmo período. A participação de pretos e pardos na população total do país é de 55,5%.

Estima-se que haja cerca de 15 mil pesquisadores negros atuando no Brasil.

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