quinta-feira, junho 11, 2026
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Eleições no Peru: Fujimori vence Sánchez por 561 votos

Outra reviravolta na apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru colocou Keiko Fujimori à frente de Roberto Sánchez Palomino por uma diferença de 561 votos. O resultado parcial considera um universo de cerca de 27 milhões de eleitores e 98,2% das urnas apuradas.

Na manhã de quinta-feira (11), Fujimori somava 9.032.632 votos, o equivalente a 50,002%, contra 9.032.092 votos de Sánchez, ou 49,998%.

A contagem dos votos no exterior foi concluída e contribuiu para a virada. No exterior, Fujimori obteve 63,4% dos votos, ante 36,5% do adversário.

Espera-se que o resultado definitivo só seja divulgado em julho, devido a 1.400 atas eleitorais que foram colocadas em observação e precisarão ser recontadas pelo Jurado Nacional de Elecciones (JNE). Além dessas atas em observação, faltam apurar 20 atas em um total de 92.700.

A disputa vinha registrando oscilações desde o início da apuração. Quando cerca de 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko chegou a liderar por aproximadamente 200 mil votos, vantagem atribuída ao fato de as primeiras zonas apuradas serem de Lima. Posteriormente, com 93,9% das urnas computadas, Sánchez assumiu a dianteira e chegou a abrir uma vantagem superior a 40 mil votos, que depois foi reduzida até a nova virada favorável a Keiko.

O vencedor assumirá a presidência do Peru para o mandato 2026–2031 e será o nono presidente do país em dez anos, período marcado por duas renúncias e quatro destituições promovidas pelo Congresso desde 2016.

Keiko Fujimori é filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, incluindo esterilizações forçadas. Ela já foi derrotada nos segundos turnos de 2011, 2016 e 2021.

Roberto Sánchez é psicólogo de formação, deputado pelo partido Todos por el Perú e foi ministro no governo de Pedro Castillo. Castillo foi destituído, preso e condenado em processo relacionado à tentativa de dissolver o Parlamento. Após votar no domingo (7) em Lima, Sánchez visitou o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, e permaneceu no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.

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