O desmatamento no Brasil registrou queda superior a 20% em 2025 e ficou, pela primeira vez desde 2019, abaixo de 1 milhão de hectares, segundo o relatório anual do MapBiomas divulgado na quarta-feira (27).
O levantamento aponta perda de 984 mil hectares de vegetação nativa no ano passado — área equivalente a cerca de oito vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro. Esta é a terceira redução anual consecutiva.
Apesar da diminuição em todos os biomas, os números seguem elevados. A média diária de área desmatada foi de 2.698 hectares, o que corresponde a aproximadamente 17 parques do Ibirapuera por dia.
A expansão da agropecuária foi responsável por quase toda a derrubada de vegetação, respondendo por 99% do desmatamento registrado em 2025.
O relatório também destaca que produtos originados de áreas desmatadas a partir de 31 de dezembro de 2020 não são aceitos pela União Europeia, medida que pode impedir a comercialização de produtores brasileiros com mercados europeus e afetar milhares de propriedades.
Por bioma, o Pantanal registrou a maior redução proporcional, com queda próxima da metade. Amazônia e Cerrado concentraram mais de 84% da vegetação destruída no país.
O Cerrado, isoladamente, respondeu por mais da metade do desmatamento em 2025. Os cinco estados com maior participação no avanço da frente de desmatamento foram os quatro do Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — e Mato Grosso, que juntos representaram 63% da área desmatada no Brasil.



