quinta-feira, abril 9, 2026
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Força-tarefa contra chikungunya inspeciona 322 moradias em um dia nas aldeias

Equipes que atuam na Reserva Indígena de Dourados também realizaram o controle químico do mosquito, com UBV Costal, na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, além de controle químico com Aerosystem na Escola Estadual Indígena Intercultural Guateka Marçal de Souza

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento da epidemia de chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano, informou que agentes comunitários de endemias vistoriaram 322 moradias em um único dia de trabalho.

Os registros referem-se a quarta-feira, 8 de abril, quando as equipes concentraram a atuação na Aldeia Jaguapiru. Os agentes trabalham em duplas; em áreas com maior densidade de imóveis, uma dupla chegou a inspecionar 19 residências ao longo do dia. Foi registrada variação na produtividade entre as duplas.

Houve controle químico do Aedes aegypti com UBV Costal na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu e com Aerosystem na Escola Estadual Indígena Intercultural Guateka Marçal de Souza.

No mesmo dia, equipes de saúde realizaram atendimentos na Aldeia Bororó. A equipe 1 realizou 35 atendimentos, dos quais 17 apresentavam sintomas compatíveis com chikungunya; não houve remoções para unidades hospitalares e foram coletadas 17 amostras para investigação. A equipe 2 fez 21 atendimentos, com oito casos sintomáticos, registrando uma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá) e outra para o Hospital Universitário (HU/UFGD). Foram coletadas seis amostras nessa equipe.

Em Jaguapiru, as equipes de saúde prestaram atenção a 18 pessoas, 11 com sintomas de chikungunya, sem necessidade de remoções hospitalares.

Entre 17 de março e 7 de abril, a Missão Dourados-Chikungunya informou ter mobilizado 42 profissionais — incluindo 29 em equipes de campo, 9 na gestão, 2 na logística e 19 multiprofissionais — e realizado 1.884 atendimentos clínicos. No período também foram registradas 120 remoções para média e alta complexidade, 320 visitas domiciliares e 591 coletas de sangue para avaliação epidemiológica.

A Força Nacional do SUS, por meio da Missão Dourados-Chikungunya, tem atuado na assistência à saúde, no cuidado psicossocial às equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e no apoio à reorganização do fluxo assistencial nas aldeias Bororó e Jaguapiru. No mesmo intervalo, 310 pessoas foram atendidas no Polo Base do DSEI em Dourados e ações de promoção de saúde alcançaram 301 moradores das aldeias.

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