quinta-feira, maio 14, 2026
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Universitários realizam marcha contra cortes orçamentários do governo Milei

Estudantes, docentes, funcionários e dirigentes de universidades argentinas realizaram a quarta Marcha Nacional Universitária na terça-feira (12) em defesa da educação pública e da pesquisa.

A mobilização foi organizada com o apoio da Federação Argentina de Universidades (FUA), da Frente Nacional de União Universitária e do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN). O ato central ocorreu na Praça de Maio, em Buenos Aires, com manifestações também em Mendoza, Córdoba e La Plata.

O protesto protesta contra o congelamento do orçamento universitário, a perda do poder de compra dos salários e o descumprimento da Lei de Financiamento Universitário.

Um relatório da associação Justiça Distributiva apontou que os gastos reais com o ensino superior caíram 29% entre 2023 e 2025, atingindo o nível mais baixo desde 2006. O orçamento previsto para 2026 tende a agravar essa redução.

Dados apresentados pela Universidade Nacional de Rosário indicam que as universidades operam com cerca de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e que as transferências nacionais às instituições foram reduzidas em mais de 45% desde 2023.

Em Mendoza, autoridades universitárias informaram que a remuneração mensal de um professor em tempo integral é de 1.500.000 pesos.

Há em curso uma disputa institucional e judicial em torno do tema. A Lei 27.795, aprovada em outubro de 2025 após a derrubada do veto presidencial, prevê atualização das dotações orçamentárias e reajustes salariais. O Poder Executivo suspendeu a implementação da norma, alegando ausência de fontes de financiamento; a suspensão foi parcialmente revertida por liminares e a questão segue sob análise do Supremo Tribunal.

Organizações e representantes do setor afirmam que a redução de verbas coloca em risco a pesquisa, as atividades de extensão e o funcionamento dos hospitais universitários.

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