A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do primeiro ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) de 2026, realizado em janeiro. O boletim aponta municípios em situação de alerta, com destaque para áreas em risco médio e alto de infestação.
Entre as cidades classificadas em alto risco estão Rio Negro (8,80), Paranhos (8,20), Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00). Também aparecem em situação de atenção Maracaju (4,90), Vicentina (4,60) e Naviraí (4,10).
Na faixa de risco médio (índice entre 1,0 e 3,9) foram listados, entre outros, Anaurilândia (3,90), Água Clara (3,70), Ponta Porã (3,70) e Bataguassu (3,50). A capital, Campo Grande, registrou índice de 1,40, o que mantém a necessidade de vigilância e manutenção das ações de controle.
O levantamento registrou índices zero em municípios como Chapadão do Sul, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Itaquiraí, Japorã, Jaraguari e Juti. A SES recomenda cautela na interpretação desses resultados, orientando a verificação da qualidade do levantamento e o cruzamento com outros indicadores, como o monitoramento por ovitrampas divulgado no boletim epidemiológico.
O LIRAa é utilizado para mapear a infestação do Aedes aegypti e orientar intervenções direcionadas, desde visitas domiciliares até ações de bloqueio, eliminação de criadouros e campanhas educativas. Com base nos dados, o estado prioriza municípios com maiores índices e ajusta apoio técnico e operações de campo.
Um novo ciclo do LIRAa está previsto para as duas últimas semanas de maio, quando os índices serão atualizados e as estratégias de enfrentamento poderão ser redirecionadas.
A SES reforça a importância da mobilização contínua, especialmente em período favorável à proliferação do mosquito. Entre as medidas recomendadas estão a eliminação de recipientes que acumulam água, limpeza de quintais e atenção aos ambientes domésticos. A orientação é manter vigilância ativa em todos os municípios para prevenir surtos de dengue, zika e chikungunya.



