sábado, maio 30, 2026
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Prefeito revoga decreto de calamidade em saúde, mas situação de emergência permanece

O prefeito Marçal Filho assinou nesta quarta-feira (27 de maio de 2026) o Decreto nº 690, que revoga o Decreto nº 638, de 20 de abril de 2026, que havia declarado situação de calamidade em saúde pública em Dourados devido à epidemia de chikungunya. Permanece em vigor o Decreto nº 587, de 20 de março de 2026, que instituiu situação de emergência em saúde no município.

A revogação foi fundamentada na tendência de queda sustentada da curva epidêmica registrada nos boletins epidemiológicos municipais. Em reunião realizada em 21 de maio, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) — conforme Ata nº 29 — deliberou pelo fim da calamidade considerando o atual cenário e a redução dos indicadores ligados à chikungunya.

O decreto que revoga a calamidade foi publicado em edição suplementar do Diário Oficial do Município nesta quarta-feira.

O COE reúne representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, da Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Conselho Municipal de Saúde, do Distrito Sanitário Especial Indígena, da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, além das Defesas Civis Estadual e Federal.

O Informe Epidemiológico também aponta diminuição na ocupação de leitos por complicações da chikungunya. No pico da crise foram contabilizadas 58 internações; atualmente são 24 pacientes internados: 1 no Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), 17 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed e 4 no Hospital Evangélico Mackenzie.

A evolução semanal das notificações ilustra a dinâmica da epidemia. Nos primeiros levantamentos foram registradas 19 notificações na semana 1, 16 na semana 2, 32 na semana 3 e 35 na semana 4. Em sequência vieram 40 notificações na semana 5, 72 na semana 6 e 65 na semana 7.

A escalada teve início na semana 8, com 143 notificações; subiu para 217 na semana 9 e 358 na semana 10. A semana 11 contabilizou 791 notificações, e o ápice ocorreu na semana 12, com 1.207 registros.

Após o pico houve oscilações e queda progressiva: 897 na semana 13, 1.151 na semana 14, 1.068 na semana 15, 852 na semana 16, 621 na semana 17, 681 na semana 18, 399 na semana 19 e 240 na semana 20.

Dados parciais do COE indicam continuidade da redução nas notificações na semana epidemiológica 21, cujo período se encerra no próximo domingo.

Fiscalizações de agentes de controle de endemias apontam queda significativa no número de focos do mosquito Aedes aegypti. Mesmo assim, as autoridades reforçam a necessidade de manutenção das medidas preventivas, especialmente a eliminação de locais com água parada em residências e quintais.

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