# Operação investiga suposto repasse irregular de dados de óbitos a funerárias em São Paulo
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a Prefeitura de São Paulo e a Controladoria-Geral do Município apuram a atuação de uma suposta organização criminosa suspeita de acessar de forma irregular registros de mortes na capital e repassar as informações a empresas do setor funerário.
A segunda etapa da Operação Luctus foi deflagrada nesta quinta-feira (29). A investigação envolve suspeitas de crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a dados sigilosos, lavagem de dinheiro e outras infrações relacionadas.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 21 alvos. Entre os investigados estão um policial civil, um servidor municipal e empresários ligados ao setor funerário. Integrantes da Corregedoria do Município acompanharam as diligências.
A apuração começou a partir de uma solicitação da Prefeitura de São Paulo. Além de buscar a responsabilização criminal dos envolvidos, a nova fase da operação pretende identificar falhas nos sistemas de acesso a informações e reforçar procedimentos de controle interno, governança e integridade.
Entre as empresas citadas está a concessionária Velar SP, uma das quatro responsáveis pela administração dos 22 cemitérios municipais. A companhia gerencia seis unidades, incluindo os cemitérios de Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó.
A empresa informou que tomou conhecimento da operação por meio da imprensa e que, até o momento, não teve acesso aos documentos do processo ou à decisão judicial que autorizou as medidas. A Velar declarou estar disponível para colaborar com as autoridades na apuração.



