domingo, novembro 8, 2026

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Petrobras alcança valor de mercado recorde após descoberta no Amapá

**Petrobras alcança valor de mercado recorde de R$ 700 bilhões após descoberta na Margem Equatorial**

A Petrobras encerrou o pregão desta sexta-feira (2) na B3 com valor de mercado de R$ 700,08 bilhões, o maior já registrado pela companhia. O avanço ocorreu após o anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.

Somente no pregão de sexta, a estatal elevou seu valor de mercado em R$ 20,9 bilhões. As ações preferenciais da empresa tiveram alta de 2,81%, enquanto os papéis ordinários avançaram 3,25%.

A descoberta no poço Morpho é a segunda identificada pela Petrobras na região e reforça as perspectivas de desenvolvimento de uma nova área de exploração petrolífera no país.

Levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, aponta que a Bacia da Foz do Amazonas pode ter volume recuperável de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente. A medida considera conjuntamente as reservas de petróleo e gás natural.

Este é o quarto recorde de valor de mercado da Petrobras em 2026. Antes do resultado desta sexta-feira, a companhia havia alcançado R$ 692,35 bilhões em 15 de setembro, R$ 680,10 bilhões em 14 de abril e R$ 677,24 bilhões em 30 de março.

Entre janeiro e setembro, a valorização da empresa somada aos pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio representou geração de valor estimada em cerca de 185%, em dólar. O desempenho superou o de outras grandes petroleiras internacionais no período, como Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e BP.

A expansão das atividades na Bacia da Foz do Amazonas, porém, enfrenta questionamentos ambientais e judiciais. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal voltou a solicitar à Justiça a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para a exploração de petróleo na área.

O pedido foi apresentado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e inclui a interrupção imediata de perfurações e testes no bloco marítimo FZA-M-59.

Segundo o MPF, há riscos associados à operação na região, citando o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante atividades de uma sonda em janeiro. O órgão também aponta a falta de consulta prévia a povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará.

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