Instabilidades na temperatura reduzem atividades fisiológicas de defesa e podem aumentar a frequência de crises de infecções respiratórias, segundo orientações da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Pessoas com rinite não alérgica são particularmente sensíveis às mudanças de temperatura e a irritantes como fumaça e perfumes, que podem provocar obstrução nasal. Variações térmicas também alteram a fisiologia das vias aéreas e podem modificar impulsos nervosos, contribuindo para a sensação de nariz entupido.
Em ambientes fechados, o ar frio e seco eleva a incidência de rinite e sinusite e tende a agravar sintomas nasais. Por isso, medidas simples de cuidado respiratório são recomendadas para reduzir riscos nesses períodos.
Hidratação é fundamental: manter ingestão regular de água ajuda a preservar a saúde nasal. Controlar a umidade do ambiente melhora o conforto das vias aéreas, mas o excesso de umidade favorece o aparecimento de mofo e ácaros, o que também prejudica a saúde respiratória.
A lavagem nasal com soro fisiológico isotônico (0,9%) é indicada como medida de higiene nasal, podendo ser realizada uma a quatro vezes ao dia. Dispositivos como frascos de compressão e seringas de lavagem facilitam a remoção de alérgenos, poeira e secreções, além de contribuir para a fluidificação das secreções e redução de mediadores inflamatórios.
Para pacientes com rinite vasomotora, temperaturas extremas da água podem desencadear congestão; nesses casos, a limpeza nasal com soro e a umidificação de ambientes secos costumam trazer alívio.
Em viagens aéreas ou situações de ar muito seco, géis hidratantes nasais vendidos em farmácias podem ser usados para complementar a hidratação local. As lavagens nasais eliminam fatores inflamatórios e aumentam a fluidez das fossas nasais, enquanto os géis atuam na hidratação da mucosa.
Especialistas alertam que a queda de temperatura compromete a capacidade do nariz de aquecer e umidificar o ar inspirado, enfraquecendo a defesa natural do sistema respiratório. Como consequência, aumentam os casos de gripe, resfriado, sinusite, crises de rinite alérgica e laringite, com maior risco de agravamento em pessoas com imunidade baixa.
Entre as recomendações adicionais estão evitar ambientes fechados e aglomerações, manter rotina adequada de sono e alimentação equilibrada e monitorar grupos de risco — crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias crônicas como asma, rinite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Procura médica é indicada diante de sinais de piora, como tosse persistente, chiado no peito ou febre.



