domingo, junho 21, 2026
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Mercado corta previsão da inflação para 4,36% neste ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, foi revisada de 4,4% para 4,36% para este ano, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (15). O levantamento reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção passou de 4,16% para 4,1%. As estimativas para 2027 e 2028 são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Essa foi a quinta queda consecutiva na projeção e situou a estimativa dentro do intervalo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, faixa de 1,5% a 4,5%).

A inflação de novembro ficou em 0,18%, influenciada pela alta nas passagens aéreas. Em outubro, o IPCA havia registrado 0,09%. Com esses resultados, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,46%, também dentro da meta do CMN.

Juros básicos

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva. O colegiado não indicou um cronograma para início de cortes na taxa.

A Selic está no nível mais alto desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. Após ter chegado a 10,5% em maio do ano passado, a taxa começou a subir em setembro de 2024 e alcançou 15% na reunião de junho, sendo preservada desde então.

Analistas consultados pelo Focus projetam que a Selic cairá para 12,13% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de taxas de 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.

A elevação da Selic busca conter demanda aquecida, barateando o espaço para crédito e encarecendo empréstimos, o que tende a desaquecer a economia. Bancos também consideram risco de inadimplência, margem de lucro e despesas administrativas ao precificar juros aos consumidores. Se a Selic for reduzida, a tendência é de crédito mais barato, estímulo à produção e ao consumo e, consequentemente, maior pressão sobre o controle da inflação.

PIB e câmbio

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano permaneceu em 2,25%. Para 2026, a estimativa ficou em 1,8%. As previsões para 2027 e 2028 são de expansão de 1,83% e 2%, respectivamente.

No segundo trimestre, a economia avançou 0,4%, impulsionada por serviços e indústria. Em 2024, o PIB cresceu 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de alta e a maior expansão desde 2021, quando o crescimento foi de 4,8%.

Quanto ao câmbio, o mercado projeta o dólar a R$ 5,40 no fim deste ano e a R$ 5,50 ao término de 2026.

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