segunda-feira, setembro 21, 2026

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Justiça agenda julgamento de acusado pelo assassinato de galerista norte-americano

**Justiça do Rio marca julgamento de acusado pela morte do galerista Brent Sikkema para 2027**

A Justiça do Rio de Janeiro agendou para 25 de fevereiro de 2027, às 13h, o julgamento do cubano Alejandro Triana Prevez, acusado de matar o galerista norte-americano Brent Sikkema. O crime ocorreu em 15 de janeiro de 2024, no apartamento da vítima, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio.

A decisão foi tomada pela juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que também manteve a prisão preventiva de Alejandro. Segundo os autos, o acusado teria manifestado intenção de deixar o Brasil pela fronteira com o Peru após o crime.

Alejandro responderá por homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa, motivo fútil, emprego de meio cruel e por dificultar a defesa da vítima. A acusação também inclui a agravante de o assassinato ter sido cometido contra uma pessoa com mais de 60 anos, além de furto qualificado durante o repouso noturno.

O processo envolvendo outro acusado, Daniel Sikkema, foi separado após a apresentação de recurso contra a decisão que o levou a júri popular. Ele responde pelos mesmos qualificadores do homicídio, apontado como mandante e participante do crime.

Brent Sikkema tinha 75 anos e havia retirado do testamento o ex-marido Daniel Garcia Carrera, indicado na investigação como suspeito de ordenar o assassinato. O galerista possuía patrimônio formado por imóveis nos Estados Unidos, em Cuba e no Brasil.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, Alejandro viajou ao Brasil seguindo orientações fornecidas por Daniel e recebeu apoio financeiro dele. A acusação sustenta que, na madrugada do crime, o cubano entrou no imóvel usando chaves que teriam sido entregues pelo outro investigado.

Ainda segundo a denúncia, Brent Sikkema foi atingido diversas vezes com uma faca dentro de casa. O laudo necroscópico registrou 18 golpes por instrumento perfurocortante. A investigação aponta que teria sido oferecida uma recompensa de US$ 200 mil pela morte do galerista, em meio a conflitos patrimoniais após o fim do relacionamento.

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