terça-feira, maio 12, 2026
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Instituto Butantan produzirá vacina nacional contra a chikungunya

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (4), o Instituto Butantan a fabricar a vacina contra chikungunya denominada Butantan-Chik.

Com a autorização, o imunizante poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A indicação abrange pessoas entre 18 e 59 anos. O Instituto Butantan passa a constar como local oficial de fabricação.

A vacina já havia recebido aprovação da Anvisa em abril de 2025, mas os locais registrados para produção eram unidades da farmacêutica Valneva. A partir de agora, o produto será formulado e envasado no Brasil, mantendo, segundo o governo do Estado de São Paulo, os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia.

Dados de estudos clínicos envolvendo ao menos 4 mil voluntários, entre 18 e 65 anos, realizados nos Estados Unidos e publicados na revista The Lancet em 2023, indicaram que 98,9% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes.

O perfil de segurança apontou boa tolerabilidade, com eventos adversos em geral leves e moderados. Os mais relatados foram dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e febre.

Em fevereiro de 2026, o imunizante começou a ser aplicado no SUS em municípios com alta incidência da doença, em um programa piloto do Ministério da Saúde. Além do Brasil, a vacina foi aprovada no Canadá, na União Europeia e no Reino Unido.

O vírus da chikungunya é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do zika. A infecção costuma provocar febre de início súbito, geralmente acima de 38,5°C, e dores intensas nas articulações de mãos e pés, incluindo dedos, tornozelos e punhos. Outros sintomas frequentes são cefaleia, mialgia e manchas vermelhas na pele.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foram registrados 500 mil casos de chikungunya no mundo em 2025. No Brasil, o Ministério da Saúde notificou mais de 127 mil casos e 125 óbitos no mesmo período.

A doença pode evoluir para dor articular crônica, com duração de meses a anos, comprometendo significativamente a qualidade de vida.

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