terça-feira, maio 12, 2026
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Irã proíbe passagem de navios dos EUA pelo Estreito de Ormuz; petróleo dispara

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), a informação divulgada pelos Estados Unidos de que navios mercantes de bandeira norte-americana teriam transitado pelo Estreito de Ormuz escoltados por embarcações de guerra dos EUA. Em comunicado, as autoridades iranianas classificaram as alegações como falsas e afirmaram que nenhum petroleiro passou pela área nas últimas horas.

Pouco antes, o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas operações na região do Oriente Médio, afirmou que navios de guerra americanos acompanharam dois navios mercantes de bandeira dos EUA como parte de um plano anunciado no domingo para restabelecer o comércio através do estreito. Segundo a declaração militar norte-americana, os dois navios mercantes teriam atravessado com sucesso e seguiam viagem em segurança.

Os EUA também divulgaram detalhes da missão, que incluiria navios de guerra com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves terrestres e navais e cerca de 15 mil militares.

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana publicou um mapa estabelecendo uma nova área de controle marítimo sobre o Estreito de Ormuz, com duas linhas de segurança que funcionariam como fronteiras de fiscalização. A linha sul ligaria o Monte Mubarak, no Irã, ao sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A linha oeste marcaria uma faixa entre a ponta da ilha de Qeshm, no Irã, e Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos. A divulgação do mapa foi feita pela agência Tasnim.

No campo econômico, a disputa de versões sobre a navegação no Estreito influenciou os preços do petróleo. O barril do Brent subiu cerca de 5% nesta segunda-feira, ultrapassando a faixa de US$ 114. O estreito é rota por onde transitava até 20% do petróleo comercializado globalmente.

O presidente dos EUA anunciou a iniciativa para restabelecer o comércio na região, enquanto autoridades iranianas têm defendido que a reabertura do estreito depende de negociações que coloquem fim ao conflito na região, incluindo a frente no Líbano. Militares iranianos também orientaram que navios comerciais e petroleiros evitem passagem sem coordenação com as forças iranianas estacionadas na área, citando riscos à segurança.

Houve relatos de dois ataques a navios comerciais em um intervalo de 24 horas. A Marinha iraniana declarou ter impedido a passagem de embarcações ligadas a forças dos EUA e de Israel e afirmou ter atingido um navio de guerra norte-americano no Golfo de Omã. O Pentágono negou ter sofrido efeitos decorrentes desses incidentes.

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