terça-feira, setembro 22, 2026

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INPC recua em agosto e acumula alta de 3,98% em 12 meses

# INPC registra deflação de 0,32% em agosto e acumula alta de 3,98% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) recuou 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação medida pelo indicador ficou em 3,98%.

O resultado representa a menor variação mensal desde setembro de 2022, quando o índice também havia apresentado queda de 0,32%. Em julho, o INPC já tinha registrado deflação de 0,01%. Em agosto de 2025, o recuo foi de 0,21%.

O principal fator para a redução do índice no mês foi o grupo Habitação, que teve queda de 2,17% e retirou 0,38 ponto percentual do resultado geral. O desempenho foi influenciado pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de energia elétrica dos consumidores.

O INPC é utilizado como referência para reajustes salariais de diferentes categorias profissionais. O índice acumulado em 12 meses também integra cálculos relacionados a benefícios e remunerações.

No caso do salário mínimo, é considerado o resultado do indicador até novembro. Já o seguro-desemprego, o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os benefícios pagos acima do piso nacional são atualizados com base no INPC acumulado até dezembro.

Também divulgado pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, a menor taxa em quatro anos.

Embora ambos acompanhem a evolução dos preços, os indicadores têm públicos e pesos diferentes. O INPC mede o custo de vida de famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, enquanto o IPCA abrange domicílios com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.

A pesquisa do INPC considera os preços de 367 produtos e serviços, dez itens a menos que o IPCA. A composição também dá maior peso à alimentação, que representa cerca de 25% do INPC, ante aproximadamente 21% no IPCA. Por outro lado, despesas como passagens aéreas têm participação menor no indicador voltado às famílias de menor renda.

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