sábado, junho 13, 2026
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Imasul e Corpo de Bombeiros intensificam manejo integrado do fogo para prevenir incêndios no Pantanal

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMMS) realizaram uma operação conjunta de Manejo Integrado do Fogo (MIF) no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, com foco na prevenção de incêndios florestais de grande escala.

Foram executadas duas etapas de queima prescrita. Em uma delas, equipes aproveitaram um incêndio já em andamento para conduzir, de forma controlada, a queima de uma área previamente planejada. No total, as áreas manejadas somaram mais de mil hectares dentro da unidade de conservação.

A ação teve como objetivo reduzir a biomassa acumulada na unidade, diminuindo a quantidade de material combustível disponível para o período crítico de estiagem. O parque, com pouco mais de 76 mil hectares, possui Plano de Manejo Integrado do Fogo e recebe ações preventivas desde 2025.

No início de 2026, a primeira queima prescrita ocorreu aproveitando um incêndio registrado na área, monitorado pelo Corpo de Bombeiros. A operação contou com apoio da torre de observação do parque e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), responsável pelos sobrevoos de monitoramento.

Entre 11 e 15 de maio houve nova etapa de queima prescrita que incluiu aproximadamente 600 hectares na Fazenda Santa Maria, na porção leste e vizinha à unidade de conservação. A fazenda foi identificada como estratégica para a prevenção, devido à proximidade de regiões com grande acúmulo de material combustível na seca.

O planejamento das ações considerou o comportamento climático e a necessidade de ampliar as áreas de proteção interna ao parque. As equipes aproveitaram uma janela meteorológica favorável provocada por uma frente fria no início de maio: a queda das temperaturas, o aumento da umidade e as chuvas facilitaram o controle das chamas.

As operações foram integradas entre Imasul, Corpo de Bombeiros e proprietários rurais. O apoio incluiu sobrevoos do GOA e a colaboração de produtores na abertura de aceiros e implantação de linhas de defesa nas áreas adjacentes à unidade.

A mobilização envolveu cerca de dez bombeiros, sete servidores do Imasul, dois pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e quatro colaboradores da Fazenda São Jorge, sendo dois operadores de trator cedidos pela propriedade. Os trabalhos se estenderam por cinco dias: um dia de preparação, três dias de aplicação do fogo controlado e um dia dedicado a rescaldo e monitoramento.

O manejo prescrito busca permitir que o fogo ocorra com baixa intensidade, reduzindo impactos ambientais. Em áreas manejadas, as chamas tendem a ser brandas, o que diminui a mortalidade de fauna e evita a destruição total da vegetação, promovendo apenas uma limpeza superficial no estrato vegetal ao invés dos danos provocados por incêndios severos.

Há preocupação para 2026 diante da previsão de influência do fenômeno El Niño, que pode provocar períodos mais secos e temperaturas mais altas, aumentando o risco de incêndios de alta intensidade. Conforme o Plano de Manejo do Fogo do parque, as intervenções seguem a recomendação de não submeter a mesma área a queima em anos consecutivos, com intervalo mínimo de dois anos entre aplicações.

Informações: Imasul e CBMMS.

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