domingo, setembro 20, 2026

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Ex-ministros e entidades da sociedade civil manifestam apoio a Fachin em carta aberta

# Carta reúne apoio a Fachin e pede apuração de denúncias no STF

Um grupo formado por ex-ministros de Estado, economistas, empresários e representantes da sociedade civil divulgou neste domingo (13) uma carta de apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

O documento respalda as medidas adotadas por Fachin diante das acusações que envolvem integrantes da Corte nas últimas semanas. Os signatários defendem investigação rigorosa, imparcial e conduzida com respeito ao devido processo legal.

A carta também pede transparência nas apurações e na sessão plenária extraordinária marcada para terça-feira (15). Na data, os ministros devem decidir se será aberta uma investigação sobre as supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob acusação de fraudes financeiras.

Entre os nomes que assinam o texto estão os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr. e José Eduardo Cardozo, além do economista Pérsio Árida e do jornalista Eugênio Bucci.

O grupo ainda defende mudanças institucionais no STF. Entre as propostas estão o fortalecimento das decisões colegiadas, medidas para assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenção de conflitos de interesse, regras mais rígidas de conduta e ampliação da transparência e do controle social sobre a Corte.

## Crise interna

O STF enfrenta uma crise interna há cerca de duas semanas, após a divulgação de conversas entre Vorcaro e Moraes.

No decorrer do episódio, Moraes determinou a inclusão de acusações contra o ministro André Mendonça no inquérito das fake news. O relatório relacionado ao caso apontou suspeitas de improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos.

Após o embate entre Mendonça e Moraes, Fachin retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.

Também está prevista para 23 de setembro uma sessão para examinar o pedido de investigação contra Mendonça. De acordo com Fachin, o procedimento ainda está em fase de instrução e, por enquanto, não possui elementos suficientes para análise pelo plenário.

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