O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar a resposta à chikungunya na Reserva Indígena e na área urbana, divulgou nesta segunda-feira (29) um informe epidemiológico apontando desaceleração da epidemia.
No pico, na Semana Epidemiológica 12, foram registradas 1.208 notificações. Na Semana Epidemiológica 25, o total caiu para 92 notificações, redução de 92%.
O número de internações atingiu nesta segunda o menor patamar desde a confirmação da epidemia. Nos momentos de maior pressão, mais de 60 leitos estavam ocupados por pacientes com chikungunya. Atualmente há 11 internados: 8 no Hospital Universitário (HU-UFGD), 2 no Hospital Cassems e 1 no Hospital Evangélico Mackenzie.
A situação epidemiológica consolidada apresenta 9.954 notificações, sendo 5.272 casos prováveis, 4.822 casos confirmados, 4.682 casos descartados e 450 em investigação. A taxa de positividade é de 50,7%.
Na população indígena foram 3.178 notificações, com 2.363 casos prováveis, 2.185 confirmados, 810 descartados e 183 em investigação.
A análise integrada dos indicadores epidemiológicos e assistenciais indica que, embora ainda seja necessária a manutenção das ações de vigilância e controle, há evidências consistentes de desaceleração da transmissão e redução progressiva do impacto sobre a rede de saúde, compatíveis com uma transição para a fase de descenso epidemiológico.
A curva de notificação mostra crescimento acelerado entre as Semanas Epidemiológicas 9 e 12, quando ocorreu a expansão mais intensa da circulação viral e se alcançou o pico. Após esse período, registrou-se tendência geral de queda nas notificações, com oscilações pontuais típicas de epidemias de arboviroses.
A série de casos positivos acompanha o padrão observado nas notificações, internações e óbitos, reforçando a percepção de desaceleração. Dos 15 óbitos confirmados por chikungunya em Dourados, 11 ocorreram em pessoas da população indígena, o que evidencia a magnitude e gravidade da epidemia vivenciada pelo município em 2026, especialmente no território indígena.



