quinta-feira, setembro 24, 2026

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Embrapa apresenta propostas de agricultura sustentável aos candidatos

# Embrapa apresenta agenda para agricultura sustentável e prioridades eleitorais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou uma agenda com recomendações para políticas voltadas ao setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos aos cargos do Executivo e do Legislativo nas eleições de outubro.

O documento, denominado *Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação*, reúne propostas fundamentadas em estudos científicos. A publicação defende investimentos permanentes em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva no meio rural.

Vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, a Embrapa aponta a agricultura como um setor estratégico para a economia brasileira, para o abastecimento de alimentos e para a resposta a desafios como mudanças climáticas, transição energética e desenvolvimento regional.

A expectativa é que o material sirva de referência para planos de governo e projetos legislativos relacionados à agropecuária.

## Participação na economia

Segundo dados apresentados pela Embrapa, o Produto Interno Bruto do agronegócio alcançou R$ 3,2 trilhões em 2025, valor correspondente a um quarto de toda a riqueza produzida no país.

No mesmo período, as atividades rurais empregavam 28,4 milhões de pessoas. As exportações do setor somaram US$ 169,2 bilhões, cerca de R$ 900 bilhões, e responderam por 48,5% das vendas brasileiras ao exterior.

A estatal também destaca suas atividades de pesquisa, como o desenvolvimento de sementes com maior resistência à seca, calor, excesso de chuvas e salinidade. De acordo com os cálculos da empresa, cada R$ 1 aplicado na Embrapa gera retorno de R$ 27,12 para a sociedade.

## Seis áreas prioritárias

A agenda identifica seis temas centrais para o futuro da agricultura nacional: segurança alimentar e nutricional; sustentabilidade e resiliência climática; bioeconomia; transição energética e bioenergia; desenvolvimento territorial com inclusão produtiva; e digitalização no campo.

Entre os objetivos apontados está a redução da dependência brasileira de insumos importados. O documento também relaciona a falta de recursos contínuos para pesquisa e inovação ao aumento da exposição do país a riscos climáticos, sanitários e geopolíticos.

A Embrapa considera que o Brasil tem potencial para ampliar sua presença na produção agrícola sustentável e de baixa emissão de carbono, combinando competitividade, conservação ambiental e oferta de alimentos.

A publicação cita estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) segundo a qual a demora na adoção de medidas contra as mudanças climáticas pode provocar perdas de R$ 17,1 trilhões para a economia brasileira até 2050.

O texto defende ainda a ampliação dos investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos. Essas iniciativas poderiam fortalecer a participação do país nos mercados ligados à economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária e diversificar a matriz energética.

## Digitalização e atuação dos Poderes

A agenda ressalta que tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão estão alterando a produção agrícola em todo o mundo. Nesse cenário, a expansão da conectividade no campo é apontada como necessária para modernizar o setor.

Para o Poder Executivo, a Embrapa recomenda políticas orientadas ao desenvolvimento rural sustentável, à competitividade, à segurança alimentar e à inclusão produtiva.

Já o Legislativo teria papel relevante na criação de condições institucionais, regulatórias e orçamentárias que garantam continuidade às políticas públicas e segurança para investimentos de longo prazo no agronegócio.

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