A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou nesta quinta-feira (9) que há alta probabilidade de o fenômeno El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro, período que marca a primavera e o início do verão no Brasil.
O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico equatorial apresentam aquecimento persistente, usualmente de pelo menos 0,5 °C acima da média, e quando há alterações na circulação atmosférica, com enfraquecimento dos ventos alísios de leste para oeste. As medições da temperatura do mar são atualizadas mensalmente pelos serviços meteorológicos.
No ciclo de 2023–2024, o fenômeno esteve associado a chuvas intensas no Sul do Brasil e a condições de seca na região Norte. Para este ano, as previsões apontam precipitação acima da média no Sul já durante o inverno e na primavera, período em que o El Niño deve atingir seu pico.
Especialistas ressaltam que o aumento das chuvas mais intensas depende da interação do El Niño com outros sistemas atmosféricos, como frentes frias e correntes de vento em níveis médios e altos que transportam umidade até as regiões afetadas. Por isso, o acompanhamento contínuo das previsões é considerado fundamental.
Se as anomalias de temperatura do Pacífico se confirmarem nos próximos meses em níveis elevados, a NOAA alerta para a possibilidade de ocorrência de um “super El Niño”, classificação usada quando as águas estão pelo menos 2 °C acima do normal.



