segunda-feira, julho 13, 2026
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Ecoansiedade: entenda a preocupação com os impactos das mudanças climáticas

A ecoansiedade, também chamada de ansiedade climática, descreve a angústia e a preocupação persistentes relacionadas às consequências das mudanças do clima. O tema tem atraído a atenção de psicólogos e psiquiatras, que alertam para a necessidade de cuidar da saúde mental e de buscar envolvimento em ações ambientais.

Eventos extremos têm se tornado mais frequentes. No Rio Grande do Sul, chuvas intensas ocorridas entre o fim de abril e maio afetaram 95% dos municípios do estado. Na mesma linha, o Cerrado registrou aumento de 221% nas áreas queimadas em agosto de 2024, segundo o Monitor do Fogo. A Amazônia enfrenta a pior seca já documentada, com níveis dos rios da bacia amazônica atingindo mínimas históricas.

Profissionais de saúde mental relatam aumento dos casos de ecoansiedade. Levantamentos apontam que 74,3% das pessoas já sofreram consequências diretas de desastres naturais, como enchentes, queimadas e ondas de calor. Mais da metade dos entrevistados declarou sentir-se nervosa, ansiosa ou inquieta; 58% relataram medo; 51% indicaram as mudanças climáticas como fonte de preocupação; e 44% afirmaram estar excessivamente preocupados.

Pesquisas e especialistas também indicam grupos mais vulneráveis à ansiedade climática: adolescentes e jovens adultos, moradores de áreas frequentemente atingidas por desastres, profissionais das áreas ambiental, científica e da saúde, e pessoas com transtornos de ansiedade ou maior sensibilidade emocional.

Diante desse cenário, os profissionais recomendam atenção à saúde mental, monitoramento dos sintomas e participação em iniciativas de mitigação e adaptação ao clima como estratégias de enfrentamento.

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