quarta-feira, setembro 23, 2026

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Desenrola para adimplentes começa a funcionar nesta segunda-feira

### Desenrola Adimplentes passa a oferecer crédito a informais com contas em dia

Começou nesta segunda-feira (10) a operação do Desenrola Adimplentes, nova modalidade do programa federal destinada a trabalhadores informais que estão com os pagamentos em dia.

A iniciativa permite a substituição de empréstimos mais caros por crédito de até R$ 15 mil, com taxa de juros limitada a 1,99% ao mês. O início das operações ocorreu após mudanças nas regras para ampliar a participação de instituições financeiras.

O Desenrola Adimplentes integra um conjunto de três ações do governo federal voltadas à expansão do acesso ao crédito. Além da linha destinada aos trabalhadores informais, o pacote prevê medidas para estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), bem como para trabalhadores com carteira assinada.

Criado em 2023, o Desenrola foi lançado inicialmente para facilitar a renegociação de dívidas de pessoas inadimplentes e contribuir para a reorganização financeira das famílias. De acordo com dados do governo, o programa já alcançou 7,5 milhões de famílias.

A nova etapa amplia o público atendido e passa a incluir consumidores que mantêm seus compromissos financeiros em dia, com foco na redução do custo de empréstimos.

### Ministério alerta para fraudes

O Ministério da Fazenda também alertou para golpes relacionados a programas de renegociação de dívidas. Criminosos têm usado anúncios falsos, mensagens e links enviados pela internet para atrair interessados.

Segundo a pasta, os procedimentos de renegociação e contratação devem ser feitos diretamente com as instituições financeiras. Não há intermediação por sites específicos do governo, nem envio de links por SMS ou aplicativos de mensagens.

Levantamento do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou 544 anúncios fraudulentos em plataformas da Meta entre abril e junho. Do total, 38% utilizavam recursos de inteligência artificial e 72% exploravam de forma indevida a imagem do governo e de marcas conhecidas para aparentar credibilidade.

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