segunda-feira, setembro 21, 2026

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Bolsa avança 1,3% e alcança maior patamar em quase quatro meses

**Petróleo em alta impulsiona Bolsa brasileira e leva dólar a R$ 5,15**

A valorização internacional do petróleo favoreceu os ativos brasileiros nesta terça-feira (1º), mesmo com o aumento das tensões geopolíticas no exterior. O dólar comercial recuou para R$ 5,153, enquanto o Ibovespa avançou 1,3% e registrou seu maior fechamento desde 12 de maio.

A moeda norte-americana terminou o dia com queda de 0,54%. Com o resultado, o dólar acumula desvalorização de 6,12% em 2025.

No começo do pregão, a cotação chegou a R$ 5,20 após a divulgação do PIB brasileiro do segundo trimestre. A economia cresceu 0,5% entre abril e junho, abaixo da expansão de 1,1% registrada nos três primeiros meses do ano.

A desaceleração reforçou no mercado a expectativa de novos cortes na Selic, atualmente em 14% ao ano. Ao longo do dia, no entanto, o dólar perdeu força diante de outras moedas emergentes e chegou a ser negociado a R$ 5,13 por volta das 14h20.

O movimento ocorreu apesar da valorização da moeda americana frente a divisas de países desenvolvidos. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas, subiu 0,27%, para 99,681 pontos.

Na B3, o Ibovespa encerrou aos 179.722,48 pontos. Durante a sessão, o indicador superou os 181 mil pontos, marca não atingida havia quase quatro meses.

As ações da Petrobras foram o principal destaque do pregão. Os papéis preferenciais da estatal subiram 4,11%, enquanto as ações ordinárias avançaram 4,14%, acompanhando a escalada das cotações do petróleo.

A Petrobras também elevou em 13,9% o preço médio de venda do querosene de aviação. Outro fator acompanhado pelos investidores foi o recorde da produção nacional de petróleo, que alcançou 4,5 milhões de barris por dia em julho, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

No mercado internacional, o petróleo disparou após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã. A escalada do conflito ampliou as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global, especialmente devido aos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 5,2% e fechou a US$ 90,22 por barril. Já o Brent, referência internacional, avançou 4,6%, para US$ 94,65 por barril.

O desempenho da Bolsa brasileira contrastou com o mercado acionário dos Estados Unidos. O índice S&P 500 recuou 0,71%, enquanto os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano avançaram em meio à venda global de papéis.

No fim de agosto, a B3 registrou saída líquida de R$ 130 milhões em recursos estrangeiros na última sessão do mês. Até o dia 28, o saldo negativo acumulado em agosto era de quase R$ 18,6 bilhões.

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