segunda-feira, setembro 21, 2026

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Associação de procuradores defende moderação em meio à crise no STF

**ANPR pede moderação em crise que envolve ministros do STF, PF e PGR**

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou nesta quarta-feira (9) uma nota pública em que defende atuação moderada, respeito à legalidade e preservação das instituições diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A manifestação da entidade ocorre após o aumento das tensões entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. O episódio incluiu o afastamento e a posterior recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal nesta semana.

Maior associação de integrantes do Ministério Público Federal, a ANPR reúne cerca de mil procuradores da República. A entidade também elabora uma lista tríplice da categoria, encaminhada como sugestão para a escolha do procurador-geral da República.

Na nota, a associação ressaltou a necessidade de que eventuais divergências sejam solucionadas pelos mecanismos institucionais previstos no Estado Democrático de Direito, com diálogo entre os Poderes e respeito entre os órgãos públicos.

A crise começou na semana passada, quando Mendonça, relator da Operação Compliance Zero, tornou públicos relatórios parciais da investigação. O inquérito apura suspeitas de corrupção envolvendo agentes públicos e fraudes financeiras de grande porte atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.

Os documentos incluem 52 mensagens extraídas do celular de Vorcaro, apreendido durante a investigação. Segundo os responsáveis pelo inquérito, as mensagens teriam sido enviadas pelo ex-banqueiro a Alexandre de Moraes.

Em parte do conteúdo, há menções a supostos pedidos de proteção a pessoas identificadas como Andrei e Paulo. Os investigadores associam as referências ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Moraes nega ter mantido contato com Vorcaro. De acordo com os investigadores, as respostas enviadas ao ex-banqueiro não foram recuperadas.

Gonet solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a anulação de todo o material divulgado por Mendonça. O procurador-geral sustenta que a divulgação representou avanço irregular de investigações contra outro ministro sem autorização do plenário da Corte.

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