A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) mantém programa de apoio ao artesanato indígena que inclui a comercialização na Casa do Artesão, participação em feiras nacionais e atendimento nas aldeias para emissão da Carteira Nacional do Artesão.
O estado registra nove etnias indígenas catalogadas. Entre os produtos produzidos estão peças em cerâmica, trabalhos em fibra e itens confeccionados com sementes.
De acordo com a diretoria de Artesanato, Moda e Design da FCMS, as etnias que mais se destacam nas vendas e em eventos são Terena, Kadiwéu e Kinikinau, com forte atuação na produção de cerâmica. Há também registro de crescimento nas vendas de peças de Guató e Ofaié, ainda que de forma lenta.
A maior parte das comercializações em feiras nacionais ocorre por meio de associações de artesanato, que nem sempre são de gestão indígena. Essa dinâmica dificulta, em alguns casos, o acesso financeiro e a participação direta dos artesãos indígenas em determinados eventos.
A FCMS aponta que as cerâmicas terena concentram grande parte das vendas, e identifica a necessidade de ampliar e qualificar a comercialização de outros tipos de artesanato produzidos no estado.
A presença de artesanato indígena na Casa do Artesão já supera três décadas, com participação recorrente das etnias Kadiwéu, Terena e Kinikinau. A casa também funciona como canal de distribuição e visibilidade para os artesãos locais.
Entre os artistas com trabalhos expostos na Casa do Artesão estão Cleonice Roberto Veiga (conhecida como Cléo Kinikinau) e sua mãe, Ana Lúcia da Costa, que apresentam peças em cerâmica e acessórios como colares, brincos e pulseiras. Outra participante é Creusa Virgílio, da etnia Kadiwéu, que contribui com entregas mensais de peças ao espaço há 14 anos.
A artesã Terena Rosenir Batista foi homenageada na Semana do Artesão do ano passado e costuma ministrar oficinas em escolas para difundir a técnica da cerâmica terena. Rosenir nasceu em 8 de março de 1967, mora na aldeia Cachoeirinha, no município de Miranda, e trabalha com cerâmica desde a infância, transmitindo o conhecimento para filhas e netas e mantendo a atividade em âmbito familiar.
Reportagem: Comunicação Setesc
Fotos: Ricardo Gomes / FCMS



