sábado, março 28, 2026
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Nova diretriz aborda obesidade e sobrepeso com ênfase no risco de doenças cardiovasculares

Uma nova diretriz no Brasil estabelece que todos os adultos com sobrepeso ou obesidade devem passar por uma avaliação cardiovascular. A iniciativa é fruto de uma colaboração entre diversas organizações, incluindo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares especifica que adultos entre 30 e 79 anos, sem histórico de doenças cardiovasculares, devem ser avaliados utilizando o escore Prevent. Este recurso estima a probabilidade de eventos como infartos e AVCs nos próximos dez anos.

Os profissionais de saúde devem classificar o risco cardiovascular dos pacientes da seguinte forma:

– **Risco baixo**: inclui pessoas com sobrepeso ou obesidade e IMC inferior a 40, com menos de 30 anos e sem fatores de risco, ou pacientes com 30 anos ou mais cujo risco calculado pelo escore Prevent é inferior a 5% em uma década.

– **Risco moderado**: abrange indivíduos com sobrepeso ou obesidade e IMC abaixo de 40 que, embora não tenham histórico cardiovascular, apresentem um ou mais fatores de risco. Também se incluem aqueles em prevenção primária com risco entre 5% e 20%.

– **Risco alto**: categoria destinada a pessoas com doenças como infarto agudo do miocárdio, AVC isquêmico ou doença arterial obstrutiva periférica, além de pacientes com risco pelo escore Prevent superior a 20%. Crianças com diabetes tipo 2 há mais de dez anos e doença renal crônica também se enquadram aqui.

Adicionalmente, a diretriz identifica um grupo específico de alto risco para insuficiência cardíaca, que inclui indivíduos com IMC acima de 40, mesmo que assintomáticos, e aqueles com condições como apneia obstrutiva do sono grave e fibrilação atrial.

A nova diretriz ainda ressalta o uso de medicamentos como liraglutida e semaglutida, considerados fundamentais no tratamento do sobrepeso e obesidade. A liraglutida é recomendada para adultos em risco cardiovascular moderado ou alto, visando tanto a perda de peso quanto a diminuição desse risco. A semaglutida é indicada para pessoas com IMC a partir de 27, sem diabetes, que já apresentam doenças cardiovasculares, focando na redução de riscos relacionados a infartos e AVCs.

Por fim, a perda de peso é enfatizada para pacientes com obesidade e apneia obstrutiva do sono moderada a grave, assim como aqueles com insuficiência cardíaca, visando melhorias na qualidade de vida e na capacidade física.

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