**Seguranças se entregam após morte de ciclista espancado em Copacabana**
Os dois seguranças de rua suspeitos de espancar até a morte o ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, se apresentaram à polícia nesta quinta-feira (20). Outros dois envolvidos, identificados como entregadores por aplicativo, ainda eram procurados.
O crime ocorreu em Copacabana, na zona sul do Rio. Cláudio foi atacado após os seguranças suspeitarem, sem provas, de que a bicicleta usada por ele teria sido furtada.
Na noite de 11 de junho, o ciclista saiu de Botafogo em direção à Rua Belford Roxo, utilizando a bicicleta da irmã, como fazia com frequência. Durante uma abordagem, os suspeitos questionaram a origem do veículo.
Segundo a investigação, Cláudio tinha um transtorno psicológico e não conseguiu responder de forma clara. Em seguida, um dos seguranças tomou a bicicleta, enquanto o outro iniciou as agressões.
A vítima foi até a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na escadaria de um prédio. No local, foi perseguida e novamente atacada. Imagens analisadas pela polícia indicam que o espancamento durou cerca de nove minutos.
Cláudio recebeu mais de 30 golpes de porrete na cabeça, além de chutes no tórax e no abdômen. Ele chegou a tentar fugir, mas foi derrubado pelos dois entregadores que participaram da ação.
Após as agressões, o ciclista permaneceu inconsciente no local. Bombeiros chegaram cerca de 30 minutos depois e levaram a vítima ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ele morreu na madrugada do dia 12 em consequência de traumatismo craniano e hemorragia interna.
Os quatro suspeitos devem responder por homicídio triplamente qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A Polícia Civil segue procurando os dois entregadores envolvidos no caso.



