O verão no hemisfério sul começa às 18h48 desta quarta-feira. A estação tende a trazer dias mais quentes, noites mais curtas e maior movimento nas áreas de praia.
O aumento da temperatura vem acompanhado do risco de chuvas fortes, ventos intensos, descargas elétricas e trovoadas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas frequentes em quase todo o país, com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul, do nordeste de Roraima e do leste da região Nordeste. As maiores precipitações devem ocorrer nas regiões Norte e Centro-Oeste.
A formação das Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), fenômeno associado à estação e responsável por volumes elevados de chuva, permanece como fator de atenção.
Antes do início oficial do verão, mais de 90 municípios de Minas Gerais já haviam declarado situação de emergência devido às chuvas intensas. Até terça-feira, oito pessoas haviam morrido no estado. Em Santa Catarina, deslizamentos provocados por fortes precipitações resultaram em duas mortes no mesmo dia.
Há impactos positivos em algumas áreas: no chamado Matopiba — formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — as chuvas acima da média devem beneficiar as safras de soja, milho e algodão.
Por outro lado, no Rio Grande do Sul o fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais em parte do Pacífico, tende a manter verões mais secos e ampliar desafios para os produtores pela terceira temporada consecutiva.
O verão termina em 20 de março, às 18h25, quando o hemisfério sul dará início ao outono.



