O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, alertou que o fenômeno El Niño, potencializado pelo aquecimento global, tende a agravar secas e elevar o risco de incêndios florestais neste ano.
Monitoramento meteorológico aponta cenários distintos por região. No Sul do país, a previsão é de chuvas intensas com risco elevado de novas enchentes em Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, espera-se seca mais intensa e prolongada no segundo semestre, afetando a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado e o Pantanal.
Como resposta, o governo federal organizou uma maior mobilização de brigadistas: serão mais de 4,6 mil profissionais. Além disso, foram repassados quase R$ 600 milhões aos corpos de bombeiros estaduais.
O ministério informou que desembolsos iniciados em 2024 e intensificados em 2025 direcionaram mais de R$ 430 milhões, via Fundo Amazônia, a unidades de bombeiros na região amazônica. Em 2026, houve transferências para diversos estados do Cerrado e do Pantanal.
Também foram distribuídos milhares de equipamentos para as brigadas locais — incluindo retroescavadeiras, abafadores e itens de proteção individual — destinados a brigadas voluntárias, comunidades indígenas e quilombolas.
A partir deste mês, o ministério pediu que a população evite o uso do fogo para limpeza de terrenos ou queimas controladas, medida considerada crucial para reduzir riscos de incêndios descontrolados.
Entre as ações administrativas, foi citada a aprovação, em 2024, da Lei do Manejo Integrado do Fogo, que atribui responsabilidades à sociedade e aos proprietários rurais para prevenção e combate a incêndios, incluindo a obrigação de estruturar brigadas e manter equipamentos de prevenção.



