domingo, março 29, 2026
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Fiocruz: circulação elevada de vírus respiratórios em várias regiões do Brasil

Um novo boletim InfoGripe, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (3), revela que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam em alta na maior parte do Brasil. A análise aponta sinais de redução ou estabilização nos casos de influenza A em alguns estados das regiões centro-sul, Norte e Nordeste, assim como nos casos do vírus sincicial respiratório (VSR) nas três regiões.

Nos últimos quatro ciclos epidemiológicos, a taxa de positividade foi de 33,4% para influenza A, 1,1% para influenza B, 47,7% para VSR, 20,6% para rinovírus e 1,8% para Sars-CoV-2 (covid-19). Entre as fatalidades, a presença dos vírus foi de 74,1% para influenza A, 1,3% para influenza B, 14,1% para VSR, 10,2% para rinovírus e 3,1% para Sars-CoV-2.

Alguns estados ainda apresentam crescimento nas hospitalizações por SRAG, incluindo Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima. O aumento de casos é atribuído principalmente à influenza A e ao VSR.

O boletim reafirma a importância da vacinação contra a influenza, disponibilizada gratuitamente para os grupos prioritários pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A especialista destacou que, mesmo após ter contraído gripe, é fundamental se vacinar, pois a imunização protege contra os três principais tipos de vírus da influenza que afetam humanos.

Dados mostram que a influenza A continua a ser o principal agente de hospitalizações e óbitos por SRAG entre os idosos. Já nas crianças pequenas, a incidência de SRAG é impactada principalmente pelo VSR, seguida pelo rinovírus e pela influenza A.

Ainda segundo a pesquisa, houve interrupção ou queda nos casos de SRAG por influenza A em jovens, adultos e idosos em várias regiões, mas os casos associados à influenza A persistem em crescimento em alguns estados do Nordeste, assim como no centro-sul e Roraima.

Em relação ao alerta de SRAG, seis dos 27 estados do Brasil se encontram em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima. As ocorrências de SRAG entre jovens, adultos e idosos associadas à influenza A permanecem altas, embora sinais de queda sejam observados em várias unidades da Federação, como no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão e Paraíba. No entanto, o aumento continua em Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Roraima.

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